A minha trajetória profissional como reumatologista começou em 2004 na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), apurando meus conhecimentos médicos com a excelência acadêmico-científica em uma das universidades mais renomadas do país.
O conhecimento reumatológico enredado na residência médica logo culminaria com o mestrado e o doutorado, abrindo inúmeras oportunidades em entender as doenças reumáticas — no microcosmo dos cromossomos extraídos de DNAs dos pacientes colaborativos — e suas expressões clínicas enigmáticas que me fizeram apaixonar por esta especialidade sui generis da Medicina.
A partir deste momento, acurei meu jogo de olhar clínico na correlação do micro e macrocosmo dos pacientes e, por consequência reflexa, também voltado aos meus, descortinaram-se um terceiro plano de cuidados: Cuidado Integrativo.
Neste momento, pude tomar conhecimento da tradição milenar — integrada na abordagem da doença reumática — como um sustentáculo de força intrínseco ao paciente para adesão ao tratamento perante as mazelas crônicas.
Assim, com a mesma curiosidade desafiadora dos cromossomos alheios que cuidei de cada paciente, aventurei-me a decifrar mais sobre o sutil que compõe o mistério de nossas duplas hélices, na pós-graduação de Cuidados Integrativos no Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês.
De repente, pude contextualizar minhas percepções — não cartesianas — no caminho do cuidar e, mais uma vez como um arco-reflexo, a contextualização dos trilhos que vinham sendo construídos neste meu novo caminho de cuidar além das curvas estatísticas barradas nos estudos.
Em decorrência disso, aplico o conceito amplo de saúde aos meus pacientes conforme a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), ou seja, abordo o corpo adoecido com medicina baseada em evidências científicas, compreendo de modo singelo o pensamento do adoecido e proponho um olhar no sutil que nos permeia, compondo em fusão de conhecimentos a Reumatologia Integrativa.