Memórias vivazes

Wester Nishimura | Ziguezagueando | 04/10/2025 às 18:16

 

Acordei sentindo o último canto sem saída do Grande Labirinto:

— Os falsos perversos chegaram ao mel das abelhas, que só querem firmar memórias.

Não falo do caos dos álcoois, porque não quero marcar o couro do presente de forma rotulante.

— Falo do mel.

— Doce.

Abelhas enganadas.

Todavia, sussurro do meu canto — não fala com o seu — porque resolvemos fugir do Minotauro; cada um teclando da sua tela.

O Minotauro, cabeça onipresente. Sabemos que, de lá, ele embaralha as trincas e ficamos cada vez mais longe.

— Cantões.

Já quase não sabendo quem era — pelo excesso de falsos, ensimesmado em labirintos — senti um momento de Verdade pela manhã.

— Lágrima que desperta uma memória sonhada da infância, adoça a boa saída de estar vivo.

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